Além do corner (Piloto) - Telecatch

Atualizado: 11 de jan.



Muitas vezes eu ouço pessoas dizendo que a luta livre no Brasil deveria acabar, eu ouço que já temos tantos produtos lá fora e que não temos motivo para assistirmos algo de baixa qualidade como o que é produzido no Brasil, ouço essas coisas e só consigo pensar que as pessoas que falam isso talvez não conheçam a nossa história, talvez não conheçam nossa luta livre, talvez seja só um pouco de ignorância, algum tipo de conceito pré-concebido na cabeça das pessoas de que tudo que é produzido no Brasil é ruim, gosto de pensar as vezes de forma mais filosófica o motivo da maioria dos brasileiros ignora todos os produtos nacionais (mesmo eles tendo qualidade) e abraçam somente os produtos que são importados para cá, pois afinal é muito melhor assistir o Otis enfrentando Angelo Dawkins do que sair de casa e ir até um show presencialmente, dar uma chance, ver se aquilo é realmente tão ruim quanto a pessoa pensa, eu tenho certeza que qualquer um que der espaço para o nosso telecatch nunca mais pararia de acompanhar.



Mas o cenário da modalidade no Brasil nem sempre foi assim, como não lembrar de grandes nomes como Ted Boy Marino que foi considerado um dos maiores galãs de sua época, como não lembrar da popularidade que o TELECATCH teve no Brasil. E não se enganem, o termo usado não é algo pejorativo, ele é nossa raiz, ele é o que representa a luta livre no Brasil, quantas vezes não vemos pessoas mais velhas que não fazem ideia do que é wrestling, mas quando veem na TV falam, “Mas isso não é Telecatch? ”. Não podemos abandonar nossas raízes e só consumir o produto internacional, temos que honrar aqueles que lutaram pela luta livre e que graças a eles temos conhecimento desse produto maravilhoso, os fãs das chamadas “lutas teatralizadas” precisam mostrar que tem força, pois realmente temos, temos que consumir todo o produto disponível SIM, mas valorizar as federações brasileiras é muito importante para o crescimento de grandes lutadores e de público.


Fora do Brasil nós somos muito bem representados por grandes nomes da luta livre como Tay Conti, Cezar Bononi e Adrian Jaoude, a modalidade é tão grande que fez até mesmo Junior Cigano entrar nos ringues, ele deixou o preconceito de lado para experimentar uma coisa nova e amou aquilo, e isso me faz querer saber o motivo de todos não poderem fazer o mesmo, o Brasil é um país tão plural, tão diverso, e trata aquilo que não conhece como se fosse um nada, como se fosse um lixo, sendo que na realidade o wrestling é uma das coisas que mais movimentam o mercado financeiro dos estados unidos, a cultura da luta livre vai muito além dos corners ela influencia a sociedade como um todo..


Eu tenho fé que o trabalho de equipes como a da Fox com Marco Alfaro e Roberto Figueroa, do Space com o Ferrantini e o Octavio Neto, e também de equipes como o “Elas que lutem”, o “wrestle BR”, o “Wrestlemaniacos”, a BWF e muitas outras que existem mude aos poucos a mentalidade da nossa comunidade brasileira, pois nós também temos o wrestling em nossa essência, na verdade o wrestling não! Nós temos o telecatch correndo em nossas veias, então vamos valorizar toda essa cultura, vamos valorizar tornar o wrestling no Brasil grande


Eu conto com vocês!

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