Diário de um wrestler - O início

05 de março de 2022 – São Paulo, Água rasa.

Este foi o dia em que tudo começou, neste dia a chance que tanto pedi a Deus surgiu para mim de uma forma tão repentina, mas talvez essa trajetória não tenha começado ali, talvez não tenha começado realmente naquele dia, eu na verdade quero retificar o que falei e voltar um pouco no tempo.


Vamos voltar para o ano de 2018, quando decidi que queria virar um wrestler, eu tinha muito apoio do meu tio - que até hoje está ao meu lado – e para que eu não precisasse aprender tudo do zero ele me levou para praticar judô, treinei por um ano e me tornei um atleta consideravelmente bom, mas naquela época não consegui ingressar no treino de luta livre, meu amor pela modalidade crescia cada vez mais, os anos foram passando, a luta livre no Brasil estava cada vez maior e então eu vi uma oportunidade, sempre quis estar inserido no mundo da luta livre e como não conseguiria fazer isto sendo um lutador faria isso de outro modo, eu consegui uma chance no Wrestlemaniacos.


Quando cheguei lá estava encantado com todas as possibilidades, imaginei que poderia desenvolver muitos projetos, tirar várias ideias do papel e inicialmente foi assim, realizei coisas lá que foram incríveis, mas o tempo foi desgastando a nossa relação, em janeiro de 2022 depois de muito refletir, eu percebi que o Bruno e o Wrestlemaniacos não combinavam mais, mas eu não queria sair daquele mundo, eu não queria sair do mundo da luta livre, então em um momento de impulso eu resolvi então que não poderia mais ficar lá, embora eu admirasse muito as pessoas e o projeto, não era o meu estilo, então eu antes de sair desenvolvi um projeto para que eu ainda pudesse escrever e dar minha opinião sobre a luta livre e assim nasceu a Telecatchmania.


Infelizmente não saí do Wrestlemaniacos conhecido como o Bruno “o cara que fala sobre wrestling”, e para falar a verdade nem lá eu era reconhecido desta forma. Mas consegui montar uma boa equipe, uma boa base, pessoas com ideias incríveis, e começamos esse projeto que tem tudo para ser incrível, mas com certeza o mais legal deste projeto é o “telecast” onde conversei com pessoas incríveis e graças ao este projeto hoje eu estou realizando o sonho de finalmente estar entrando dentro de um ringue.


E agora finalmente podemos voltar ao fatídico dia...


05 de março de 2022 – São Paulo, Água rasa.

Eu fui até a academia da BWF entrevistar o Bob Léo que além de ser um dos maiores produtores de evento e lutadores ainda é um ótimo contado de histórias e uma pessoa muito divertida. Antes de ir embora eu fui me despedir do Bob Jr (Filho do Bob Léo e o chairman da BWF) e então ele me disse que terça me queria lá só que dessa vez para treinar, indo embora meu pai e minha namorada tentavam me convencer de que aquilo era o certo a se fazer, eles queriam me convencer a ir treinar na terça (como se isso fosse necessário). E então até terça eu tive muitas reflexões, eu preciso perder peso, preciso cuidar da saúde, preciso me cuidar, mas não quero simplesmente fazer qualquer coisa e talvez esse fosse o sinal, talvez aquela chance que todos os dias eu pedia para ter, talvez fosse a chave da mudança de vida que eu precisava.


A terça chegou e eu fui até a academia, treinei junto com grandes nomes da luta livre, acima do peso e enferrujado eu não consegui ter um desempenho tão bem, mas mesmo assim pela primeira vez em entrei dentro de um ringue e realizei uma sequência, isso me deixou extremamente realizado, na quinta (ainda com muitas dores) voltei ao treino, desta vez mais disposto, conseguindo executar melhor os movimentos e desta vez com uma surpresa, era dia de marcação em ringue. Para quem não sabe marcação é um pequeno combate entre dois lutadores.


Após um treino incrível eu então fui escalado como juiz dos combates, protagonizei cenas muito boas e fui até ameaçado (e atacado por um lutador) aquele momento me deixou muito feliz, tudo isso vem sendo uma experiência incrível, espero que a continuidade seja tão boa quanto está sendo o começo.


E vamos ver qual a cena dos próximos capítulos né? Semana que vem eu volto e conto mais um pouco dessa experiência que está sendo muito boa.


E antes de ir quero deixar aqui um agradecimento para toda a equipe da BWF que faz muito pela luta livre nacional e que me acolheu de uma forma incrível.

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